Todo Amor

Posted Mayo 8, 2008 by Johnnie Maneiro
Categories: Inéditas

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Todo amor

Ya no hay nada que hacer
decir palabras necias con sabor a ron,
ya no hay nada que hacer
sentarme a componerte una canción,
que suene a Caetano
me gusta sentir tus manos.

Qué te puedo decir?
Qué el cielo es mas bonito si tu estas aquí?
Qué te puedo decir?
Qué el tiempo pasa lento si no estas aquí?

Y esta canción va a terminar,
con un beso ya lo se
Y esta canción va a terminar.

Procura que se acabe el ron
el miedo los cigarros y la soledad,
procura que se acabe y que,
que nada quede abierto y no poder comprar

y mueve siempre tus manos
con ese ritmo italiano

Qué te puedo decir?
No quiero mas sorpresas ahora estas aquí!
Qué te puedo decir?
No quiero mas abismos ahora estas aquí!

y todo amor va a terminar
con un beso ya lo se
y todo amor va a terminar….

Caetano Veloso – Un vestido y un amor

Posted Mayo 4, 2007 by Johnnie Maneiro
Categories: Caetano Veloso


Esta canción es simplemente estupenda. Escrita por Fito Paez, ha sido interpretada por muchos cantantes, pero ninguno con la calidad y esplendor de Caetano Veloso.

Un vestido y un amor
Fito Paez

Te vi
juntabas margaritas del mantel
ya sé que te traté bastante mal
no sé si eras un ángel o un rubí
o simplemente te vi
te vi
saliste entre la gente a saludar
los astros se rieron otra vez
la llave de Mandala se quebró
o simplemente te vi
todo lo que diga está de más
las luces siempre encienden en el alma
y cuando me pierdo en la ciudad
vos ya sabes comprender
es solo un rato no más
tendría que llorar o salir a matar
te vi, te vi, te vi
yo no buscaba a nadie y te vi
te vi
fumabas unos chinos en Madrid
hay cosas que te ayudan a vivir
no hacías otra cosa que escribir
y yo simplemente te vi
me fui
me voy de vez en cuando a algún lugar
ya sé, no te hace gracia este país
tenías un vestido y un amor
y yo simplemente te vi

Caetano Veloso – Haiti

Posted Noviembre 18, 2006 by Johnnie Maneiro
Categories: Caetano Veloso

Haiti
Caetano Veloso
Composição: Caetano Veloso e Gilberto Gil

Quando você for convidado pra subir no adro
Da fundação casa de Jorge Amado
Pra ver do alto a fila de soldados, quase todos pretos
Dando porrada na nuca de malandros pretos
De ladrões mulatos e outros quase brancos
Tratados como pretos
Só pra mostrar aos outros quase pretos
(E são quase todos pretos)
E aos quase brancos pobres como pretos
Como é que pretos, pobres e mulatos
E quase brancos quase pretos de tão pobres são tratados
E não importa se os olhos do mundo inteiro
Possam estar por um momento voltados para o largo
Onde os escravos eram castigados
E hoje um batuque um batuque
Com a pureza de meninos uniformizados de escola secundária
Em dia de parada
E a grandeza épica de um povo em formação
Nos atrai, nos deslumbra e estimula
Não importa nada:
Nem o traço do sobrado
Nem a lente do fantástico,
Nem o disco de Paul Simon
Ninguém, ninguém é cidadão
Se você for a festa do pelô, e se você não for
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui
E na TV se você vir um deputado em pânico mal dissimulado
Diante de qualquer, mas qualquer mesmo, qualquer, qualquer
Plano de educação que pareça fácil
Que pareça fácil e rápido
E vá representar uma ameaça de democratização
Do ensino do primeiro grau
E se esse mesmo deputado defender a adoção da pena capital
E o venerável cardeal disser que vê tanto espírito no feto
E nenhum no marginal
E se, ao furar o sinal, o velho sinal vermelho habitual
Notar um homem mijando na esquina da rua sobre um saco
Brilhante de lixo do Leblon
E quando ouvir o silêncio sorridente de São Paulo
Diante da chacina
111 presos indefesos, mas presos são quase todos pretos
Ou quase pretos, ou quase brancos quase pretos de tão pobres
E pobres são como podres e todos sabem como se tratam os pretos
E quando você for dar uma volta no Caribe
E quando for trepar sem camisinha
E apresentar sua participação inteligente no bloqueio a Cuba
Pense no Haiti, reze pelo Haiti
O Haiti é aqui
O Haiti não é aqui